Tímida Ventura


Voltando das Férias

      AOS MEUS SONHOS A REALIDADE

     Somente o extraordinário pode chamar minha atenção para a editoria, ou caderno policial dos jornais. Casos como a família do interior paulista, que morreu presa ao veículo em chamas, isto é de uma maldade tão gratuita que não podemos justificar. Por isso encontramos estas histórias nas páginas policiais, sem crônicas, sem paixão, é o fato contado geralmente pelas vítimas, e no caso desta não poder contar, seguem os relatos policiais. Dizia que somente o extraordinário me levava a ler estas linhas de sangue, hoje tenho outro motivo. A violência me encontrou na rua, ontem de tarde. Me forçou a entrar nas estatísticas, nos relatos policiais, um revolver na nuca me convenceu. Nos segundos de transformação uma salada de experiências se passara em minha cabeça, letras de músicas, passagens de livros, imagens de amigos e parentes mais próximos. Quem eu avisaria primeiramente? Logo me recuperei e rindo para mim voltei à realidade, novamente senti o gélido cano do ‘trinta e oito’ roçar meu cabelo. O criminoso poderia falar qualquer dialeto, pois é universal o tom impositivo, não lembro de uma só palavra desferida. Também não sei bem o que balbuciei, passei meus pertences sem qualquer tipo de apego. A conta que estava indo pagar foi distanciando-se juntamente com o novo proprietário de meu celular e do meu tênis. No caderno policial de hoje fui direto às ocorrências policiais, não por vaidade, não tive meus 15 minutos de fama graças ao ocorrido. Fui ver quem debutou nas estatísticas no mesmo dia, tava lá alguns seqüestros relâmpagos, um banco com 30 reféns no interior, no litoral o vizinho foi ver o que ocorria na residência do lado e morreu baleado por um assustado ladrão. Infelizmente hoje somos maioria, apenas um seleto grupo se encontra inviolado, por enquanto. Não me tornei uma pessoa melhor, nem busquei apoio psicológico para teorizar as falhas no sistema público de segurança. A única seqüela que identifico é esta curiosidade as páginas policiais, algo momentâneo, mas quase incontrolável. Ver o nome e a forma como as pessoas ultrapassam este estágio vital, nesta sociedade cada vez mais irascível. Sempre levarei na memória o amortecimento momentâneo de meu corpo após o distanciamento do meu algoz. Também a primeira pessoa que telefonei, a cobrar, de um orelhão próximo. Como minha casa me recebeu, apesar de morar sozinho, ela parecia me abraçar ao me ver, o chuveiro me proporcionou um banho de prazer indescritível. Após fiz uma refeição épica, parecia ser a primeira, ou a última. Pensamentos desconexos, somente esta gritante vontade de gozar o desapego material. Senti vontade de ligar para meu celular e agradecer ao bandido pela experiência, graças a ele me reaproximei de mim mesmo. Aquela música que passava na minha cabeça no momento pus tocar inúmeras vezes, notei que me equivocara em algumas passagens, mas agora estou afiadíssimo para declamá-la ao seu compositor se possível. Não esqueci de pegar na estante meu Michener predileto, folheei Os Rebeldes e recolhi “ A tentação permanente da vida é confundir os sonhos com a realidade. A derrota permanente da vida ocorre quando os sonhos são vencidos pela realidade.  E a realidade hoje é a violência, esta que existia somente em meus pesadelos se mostrou, como numa tarde carioca me vi refém de meu sonho pacifista. A violência é a maior praga, a mais contagiante que tenho conhecimento, se alastra por toda sociedade inexoravelmente. Enquanto reorganizo minhas prioridades, prolifero meu repúdio aos facilitadores deste caos . Esta ineficiência do sistema de segurança me faz ser simpático ao Bush, ou ao Chaves, sei lá, preciso encontrar algum culpado. Quem inventou os heróis? Quem são os heróis? Se para uma família se alimentar é preciso eu sofrer estes atentados sou tão herói quanto este pai que não encontra emprego. A confusão é tanta em mim que me resta apresentar aos meus sonhos a realidade.



Escrito por Sisífo jornaleiro às 01h04
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Máscaras Naturais ou Verdades Superficiais

             Geralmente quando somos jovens sentimos medo de ficar sozinhos, locais de total isolamento e silêncio podem causar pânico. A busca de companhia é secular, até mesmo nossos remotos ancestrais buscavam as fêmeas da raça para acasalar e a seus semelhantes para a busca de alimentos.

 As sociedades se formaram seguindo este formato de ‘rebanho’, pois além dos riscos naturais, existiam os predadores que acabavam por atacar as aldeias. Se não houvesse esta política, e cada um fizesse sua morada longe de seus semelhantes, ficaria a mercê da sorte, que duraria até o ataque. Mesmo depois de toda a evolução, humana e tecnológica, ainda encontramos este modelo em vigência, mas os predadores de hoje também estão inseridos neste estado, a princípio. É na juventude que encontramos nossa tribo, palavra escolhida para “lincar” com as mais antigas formas de política social. Em todas sociedades de hoje podemos ver estas ramificações, formadas em comunidades escolar, religiosa, geográfica, etc.

Nesta pluralidade, constante, por vezes homogênea, encontramos inúmeros casos de variáveis, como a mescla destes grupos que formam outros e assim sucessivamente. Esta complexa engrenagem é azeitada pela liberdade, pois é graças a ela que hoje podemos aderir ou não a esta política-social. Nosso impulso, ou nossa natureza, nos leva a escolher ainda na infância algum grupo, mesmo que a escola seja uma obrigação, a comunicação e o acesso a estes grupos depende unicamente de cada individuo.

Quando existe o caso de alguém estar à margem, sem interesse de somar-se ao modelo, concluímos que existe uma falha, mas nunca acusando o sistema. Crianças que não se comunicam, não brincam com as outras e mantém-se à distância acabam sendo hostilizadas pelos colegas, e tratados com indiferença pelos professores. Justifico a afirmação anterior no exemplo de criança ‘isolada’, o jovem Albert Einstein, que nunca se identificou com a comunidade escolar em sua infância. Passava muito tempo sozinho, seus pais pensavam que ele tinha problemas mentais, pois começara a falar somente com seis anos de idade, suas horas de solidão era gasta na companhia de livros e de seu violino. Sabemos que não foi o violino que o tornou famoso e mesmo após o sucesso ele não abdicou das suas horas solitárias.

Este extremo que apresentei é para que algumas pessoas entendam que a busca pela solidão não é a regra em nossa sociedade. Iniciei argumentando que existem pessoas que não conseguem aceitar a solidão. Segundo filósofos modernos, o exercício da solidão consiste em buscar a sociedade, pois ela é formada por indivíduos, e não o contrário.

Acontece que nos dias de hoje este modelo não se encaixa, pois de alguma forma a sociedade acaba moldando uma forma de indivíduo, principalmente através dos meios de comunicação. Notamos que boa parte desta sociedade atual, formada por pessoas inseridas neste mundo comunicativo, não consegue imaginar o seu dia-a-dia sem ferramentas como o telefone, o celular, a internet, a televisão e outros meios. A necessidade de se comunicar é tamanha e dispomos desta gama de opções para fazê-la, graças à tecnologia, sim, mas muito devemos a nossa natureza.

 Todos conhecemos alguém que não usufrui destas mídias e destes moldes, pessoas que não possuem intimidade com a tecnologia e nem se interessa em buscá-la. A ordem da sociedade atual, esteada pela liberdade, permite que seja possível este antagonismo, havendo a convivência entre estes diferentes indivíduos.  O medo é o responsável pela massiva disseminação da comunicação, o medo da perda de identidade. Por isso o exercício de buscar a solidão é excepcional, feito por poucas almas (nobres?), pois estas utilizam as informações para limar a sua personalidade, e não para formá-la. Quando as sociedades estavam em formação, devido a pouca tradição, acabavam se conformando com a realidade imposta. Hoje estamos em superior vantagem, pois podemos trocar experiências com diferentes grupos sociais, agregando ou repelindo novos conhecimentos.

 Temos a liberdade de optar por uma religião, por um partido político, por um time de futebol, enfim, nossa personalidade é formada graças à liberdade que possuímos para este fim. Infelizmente ainda temos a tendência de tentar ser o que não somos, querer que a sociedade nos aceite, ou não. Acabamos nos moldando na imitação, muitos adotam verdades exteriores como a sua realidade. Não podemos reprimir este modelo, pois pelas leis da sociedade todos homens são iguais, portanto se me espelho em outro não estou fazendo nada mais do que espelhando a mim mesmo. Deve existir o equilíbrio, de qualquer forma, pois ninguém será bem visto se fazer somente o contrário do que todos fazem, seria tão ruim quanto fazer qualquer coisa porque todos fazem também.

 Não existe superioridade coletiva se não haver uma superioridade individual, pois é na reflexão individual que encontramos nosso caminho. Esta engrenagem funciona mesmo sem você fazer a sua parte, a sociedade é quase um organismo que evolui, caso se preocupe e tenha iniciativa, pode haver algum resultado benéfico. Um dos caminhos para encontrar a liberdade, é perguntar a você mesmo quem és, quem não consegue fazer isso, quem não exercita a solidão, torna-se escravo. Acaba vivendo automaticamente, aceitando o ‘personagem’ criado, temendo perdê-lo. Filosoficamente esta segunda pele traduz pequenez de alma e caráter.

Alguns desdenham daqueles que oprimem seu personagem, para viver a verdade é preciso de coragem. Muitas pessoas sofrem com este conflito interno, e busca na aceitação da sociedade uma paz superficial. Este engano nos faz acreditar que necessitamos dos outros para sermos felizes, acarretando mais tarde em sofrimento, devido o medo, da solidão, da verdade.

Não podemos negar o mundo que está a nossa volta, criar personagens e buscar o isolamento nele é como criar a sua própria prisão. Aceitando a sua realidade você estará dando o primeiro passo para melhorar o mundo em sua volta, pois ele é reflexo de suas atitudes e de suas idéias. Não esmoreça caso você esteja pensando que de nada adianta libertar-se, seu personagem pode debochar, gozar um olhar superior, espero que esta mensagem não o atormente. Viver é fácil, conviver que é difícil.

 



Escrito por Sisífo jornaleiro às 00h58
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PUBLICIDADES DO JORNAL 'MILENIO'



Escrito por Sisífo jornaleiro às 12h49
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PILULAS...

"A felicidade em pessoas inteligentes, é das coisas mais raras que conheço"

"Eu sei que é moral o que nos faz sentir bem depois, e imoral o que nos faz sentir mal depois"

"Um Homem de caráter pode ser derrotado, mas jamais destruído"

" São precisos anos para aprender a falar, e sessenta para aprender a calar"

Ernest Hemingway



Escrito por Sisífo jornaleiro às 13h39
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MINHA AMIGA PSICÓTICA

    Novamente ela me veio com a mesma conversa, já não agüenta a mesmice do dia-a-dia e seu trabalho já está saturando o que resta de seus neurônios. O caminho que faz para chegar até ele já está trilhado, quase vai sem esforço algum, puxada pelo imã da necessidade monetária. Isso não ocorre só com ela, e como sou melhor em dar conselhos, do que em dar exemplos argumentei: Não seria possível você entrar em alguma loja ou bar que seja no caminho de seu trabalho, conversar com aquela pessoa que sempre cruza por ele, tentar encontrar detalhes que passam desapercebidos pelo seu olhar torpe? Não convenci, portanto vou desenhar. Psiquê, que em grego significa tanto “borboleta” como “alma”, era a mortal que de tão bela enciumou a deusa Vênus (Afrodite), representante da beleza e do amor. Todas as homenagens eram rendidas a mortal, enquanto o templo da deusa jazia vazio. Movida pela inveja, Vênus pediu a seu filho Eros (Cúpido, ou amor carnal) ir a Psiquê e fazer com que ela se apaixonasse por alguém monstruoso, para que sofresse eternamente. Eros foi até os jardins do palácio de sua mãe, onde há duas fontes, uma com água amarga e outra com água doce. Esta alegoria serve para tornar nítido que a idéia do amor não está isolada da amargura, quanto da doçura e alegria. Munidos de dois vasos, cada qual com um tipo de água, mais as flechas, o cúpido foi de atrás de seu alvo. Encontrou Psiquê dormindo, e por ser invisível aos mortais, não encontrou dificuldades em se aproximar. Mas ao deparar-se com tamanha beleza, Eros emocionou-se, era o encontro do erótico com a beleza (no caso também de espírito), pingou da água amarga nos lábios da bela, após tocou-a com a ponta da seta. Esta é uma óbvia representação fálica do amor inaugural, pois o prazer acaba vindo num ato também de amargura, pelo ferimento. Eros já apaixonado também se fere com a própria flecha, e envergonhado, compensa o feito besuntando a água doce nos viçosos cabelos de Psiquê, este bálsamo pode ser entendido como um carinho. Deste momento em diante a vida da bela mudara drasticamente, pois suas irmãs que eram horrendas haviam conseguido belos pretendentes e casaram-se. Consultando o oráculo de Apolo, fica sabendo que seu futuro é demasiado triste, seu marido haveria de ser um monstro, e deveria encontrar este no alto de uma montanha. O alto da montanha representa que devemos nos elevar, subir espiritualmente para encontrarmos, quem sabe, o ápice. Eros estava por trás de tudo isso, ele era o famigerado monstro (atração carnal), mandou Zéfiro, o vento gentil carregar sua amada até seu palácio. Psiquê não sabia quem era seu marido, dentro do palácio tudo que necessitava era atendido imediatamente. Todas as noites ela era possuída pelo seu esposo, que lhe agradava com tamanho desejo e carinho que ela acaba também por se apaixonar, mesmo sem ver seu rosto. Esta era a condição do casamento, ela nunca poderia ver seu rosto (o desejo, amor carnal, não tem face como a monstruosidade do impulso carnal). Com o tempo Psiquê acaba criando uma curiosidade, e depois de encontrar-se com suas irmãs (movidas pela inveja), estas acabam seduzindo ela a ‘trair’ Eros. Após uma noite de amor, este dorme, enquanto Psiquê se arma de uma faca (no caso de deparar-se com um monstro), e com uma lâmpada ilumina a face do amado. Eros era um deus de deslumbrante beleza, impressionada, ela acaba por derramar óleo ardente no ombro dele, que decepcionado bate asas e voa, rompendo a relação devido à traição. O amor não sobrevive na suspeita, e a curiosidade de Psiquê fez com que este terminasse. Para um bastava o sentir, enquanto para a outra havia a necessidade do conhecer. Desaparece tudo ao seu redor, e Psiquê se encontra sozinha, na entrada da cidade em busca do amado. Deprimida adentra num celeiro, onde imagina encontrar o amado. Ali está tudo desorganizado, para passar o tempo reorganiza o local pacientemente. Ela estava no templo de Ceres (deusa das colheitas e plantações), que observava a atitude da estranha. Acredito que a organização que estava sendo feita pela pobre alma é figurativa a seu interior, após perder seu grande amor. Ceres apiedou-se da bela que lhe fez o favor e aconselhou-a ir ao Olimpo encontrar Vênus, render homenagem e ser sua súdita. Psiquê aceita a oferta, demonstrando que somente após estarmos com a cabeça organizada, podemos ter a humildade de ir ao encontro dos deuses, neste caso, a ascensão ao Olimpo. Chegando lá, Vênus incriminou a moça, mas deu-lhe uma chance. Vênus impôs penas duríssimas, mas de muita valia para o amadurecimento da alma (Psiquê). Esta obteve êxito em todas tarefas, só lhe restava a última, que era a de descer ao inferno para buscar Prosérpia (uma caixa fechada, onde haveria uma ‘jóia’). Novamente nossa heroína cede a curiosidade e abre a caixa, onde ao invés de jóia, lhe é soprado uma fumaça do sono que a adormece. Entendemos a descida ao inferno como um estágio de depressão, pois a alma para gozar do amor tem que estar liberta, e as sombras da depressão devem ser vencidas. O sono, juntamente com a curiosidade demonstra a imaturidade que temos quanto o amor. Eros sabendo de todo ocorrido se compadece e novamente vai ao encontro de sua amada adormecida, novamente a acorda com sua seta, e a ajuda a terminar seu castigo. Após pede permissão a sua mãe, Vênus, para casar-se com Psiquê, pois ele era um deus, enquanto sua amada uma reles mortal. Esta bebe da ambrosia e torna-se uma deusa, deusa é a alma que enfrenta provações para sublimar o amor. Desta união surge um filho, o ‘Prazer’ (amor espiritual e carnal). Não vim até aqui à toa, pois quero que você minha amiga entenda o verdadeiro significado do prazer. Que não é o caminho ou o trabalho que te estafa, mas sim existe alguma coisa em você que precisa ser exercitado ou reorganizado. Você somente encontrará prazer na trivialidade quando estiver propensa a aceitar as condições impostas pela vida, não deixe o sono do tédio cegar toda vida e toda oportunidade que nos cercam. Todo processo é valido, e quanto mais penares, melhor irás se sentir após a conclusão deste. Somos 90% água, o que nos distingue não está no plano físico, mas sim no plano de força de vontade e de espírito. Tente aprender novamente o seu caminho amanha pela manhã, quem sabe o que você procura não esteja ali na esquina que debochas? Tudo que você realmente precisa se encontra justamente em você mesma.

 Júnior Tonello



Escrito por Sisífo jornaleiro às 21h20
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ELEFANTE AMARELO

Nestas duas últimas duas semanas só tenho conseguido dormir a base de fortes calmantes, juro. Tenho lido e visto muitas coisas estranhas através da mídia, mas esta não é a causa de minha insônia, antes fosse. Tenho até receio de confidenciar a causa, o medo e a fantástica alucinação que me destoa dos sonolentos. Quando me encontro sozinho com meus pensamentos, junto ao travesseiro, sempre me deparo com um elefante amarelo. Não é forma de expressão, é deste monstro enorme e amarelado que estou falando. Pessoalmente, me lembro de ter visto dois destes rondando aqui perto altas horas da madrugada. Eu quase não havia bebido naquela noite, e os motivos eram contraditórios, enfim, abri a janela e vi o horrendo passeio dos monstros. A cidade dormia, a pouca luminosidade do passeio refletia no corpanzil da besta. Tremi, mas fiquei observando até que sumissem do alcance de meus olhos. No outro dia comentei com o dono da padaria que freqüento, mas no primeiro momento pensou que fosse piada, depois quase nem se despediu de mim com um olhar desconfiado. Procurei em jornais, assisti aos noticiários e pesquisei na Internet sobre a possível fuga destes animais de algum circo ou zoológico. Nada.  Será que somente eu vi aquilo? Pelo fato de não ter encontrado ninguém com a mesma experiência, silenciei-me. Hoje tenho mais do que certeza que só devemos acreditar no que aparece na televisão, nos jornais e na Internet. Sou uma pessoa de boa formação, de boas leituras, assinante de revistas de gabarito, mas mesmo assim admito que não estava preparado para esta mídia chamada ‘janela’. Refletindo sobre o ocorrido, pelo simples fato de não ter visto os elefantes estampados nos jornais do outro dia, ou em matérias para a televisão, tive que aceitar que eles simplesmente não existem. Mesmo tendo a certeza do que meus olhos viram, acabei aceitando que minha imaginação criou os amarelados que assombraram a vizinhança, sem serem notados. Como é fácil entrar neste molde, aceitar tudo que lemos, tudo que assistimos e quando nos deparamos com um elefante amarelo perante nossa janela, temos que esperar este acontecimento se ‘oficializar’, ou esquecer. Significa que não estamos aptos à realidade que se passa nas ruas, a realidade que enfrentamos diariamente. No estudo da comunicação, a janela seria o mais difícil meio de análise, pois ela não possui filtro, nem mediador. Nem tenho idéia de quantas histórias ela teve oportunidade de fornecer, desde que criaram-na. Afinal não é para ficarmos nela para observar ou nos comunicar, somente usamos para deixar entrar aquela brisa gostosa enquanto descansamos. Ela não tem manual de instrução e é ali que a realidade se mostra nua, a nosso mal-acostumado olhar. Sinto vergonha destes jornais na mesa, deste computador e da televisão, meu instinto quase me obriga a atirá-los janela afora. Mas sou eu quem está em sua beirada, pronto para deixar a mundo livre de mais um louco bem informado.

Júnior Tonello



Escrito por Sisífo jornaleiro às 21h16
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Ele é uma Bandeira

 

Depois de alcançar o reconhecimento internacional com filmes como "Sobre Meninos e Lobos" e "Menina de Ouro", Clint Eastwood se "aventura" em uma de suas maiores ousadias com o longa "Flags of Our Fathers", traduzida aqui para "A Conquista da Honra". Através de uma superprodução, o diretor promete mostrar o real massacre de jovens na 2ª Guerra Mundial, que resultou em uma das fotografias mais marcantes da história. Em 1945, seis jovens levantaram a bandeira norte-americana na batalha de Iwo Jima, decisiva para o fim da Segunda Guerra Mundial. Com base em muita pesquisa histórica, Eastwood vai mostrar a história dessas seis pessoas, seus desafios e medos antes de enfrentar a tragédia que chocou o mundo. O projeto ambicioso vai se dividir em dois filmes. O primeiro, "Flags of Our Fathers", será lançado primeiro no ocidente (incluindo o Brasil) e mostra a guerra na visão dos jovens americanos. O segundo, Letters from Iwo Jima, retrata a visão dos japoneses sobre o conflito e estréia apenas em 2007. A intenção de Eastwood é mostrar os dois lados da 2ª Guerra e com isso promover um dos primeiros "crossovers" (união de dois filmes com histórias diferentes que se passam em um mesmo universo, tempo e espaço) intensos da história do cinema. Quando o projeto foi apresentado para os executivos da Dreamworks, a primeira reação foi negativa, mas a fama de Eastwood e a participação de Steven Spielberg como produtor aumentaram as expectativas. Ao todo foram investidos US$ 80 milhões de dólares somente na parte "Flags of Our Fathers". O filme baseia-se no livro de James Bradley, "Flags of Our Fathers: Heroes of Iwo Jima", e foi adaptado por Paul Haggis. Mais de 400 figurantes participaram da produção na versão americana. Além de Bradford e Phillippe, estrelam também Adam Beach , Jamie Bell, Benjamin Walker e Neal McDonough.( fonte: site cinema com rapadura)

Clint Eastwood juntando forças com Spielberg, covardia à parte espero o quanto antes assitir a estes filmes !!! Eastwood é para mim umas das raras bandeiras que ainda tremulam pelo bem do cinema, poucos tem a sua gana e talento. Grande ator e mágico diretor.



Escrito por Sisífo jornaleiro às 00h43
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OBSERVATÓRIOS

SERIAM OS OBSERVATÓRIOS A ÚNICA FORMA DE DEBATERMOS A COMUNICAÇÃO NO BRASIL?

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id_blog=2&id={3D46416B-CC53-47F6-9F29-BD6C1678B076}



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Escrito por Sisífo jornaleiro às 09h53
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No Senado

Bah, o pessoal não quer mais nada este ano mesmo. Depois um PCC assume p país e não sabemos pq? !!!!

http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundovirtual/2584501-2585000/2584507/2584507_1.xml

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Escrito por Sisífo jornaleiro às 20h17
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Dia dos Mortos

 

Hoje é meu dia, nosso. Enterrado num cemitério sem nome, esquecido numa vala qualquer, creio que descanso da jornada que tive em vida e em morte. Digo em morte porque meu corpo estava esquecido junto a uma garrafa de bebida, num beco sujo da cidade perdida. De lá segui como indigente, fui parar pela primeira vez em uma faculdade. Lá fui muito útil às turmas de estudantes de medicina, chegaram a me colocar um apelido engraçado, mas veio a hora derradeira. Este lamento póstumo é para que aqueles que se encontram em plena revolução metabólica e hormonal, saibam que antes de falecer no beco eu já havia morrido. A primeira vez que morri foi quando parti de minha casa, ainda muito novo, e jamais regressei. Éramos muito pobres, e eu não sentia que aquilo era vida para uma pessoa, acabei morrendo para meus pais e irmãos. Longe dali, já estabelecido em outro estado e cidade, comecei a busca pelo emprego ideal. Este morreu prematuro, trabalhava em qualquer serviço que me era oferecido. O dinheiro, escasso, morria nos bares e nos vícios. Certa vez, tive uma namorada, que veio a ser minha noiva, mas minha baixa estima e meus vícios deixaram-na viúva antes mesmo da minha partida. Morriam-se os sonhos, morriam-se os amigos, morria o mundo. Somente meu corpo teimava em estar vivo, amarguei até o último suspiro o luto que foi minha existência. Hoje, dia dois de novembro, dia dos mortos, vem pessoas visitar o cemitério onde se encontram meus restos. Uma senhora de idade, visita à vala vizinha e não sei se movida por pena ou pela data, sempre me deixa algumas flores que destoam do ramalhete. Ter a atenção de uma desconhecida, depois de morto, faz-me crer que a data passa a ser meu novo aniversário. Acredito que meu caso não seja o primeiro, que até mesmo pareça familiar para uns. Quantas pessoas não morrem durante nossa vida sem mesmo deixarem de existir? Amigos que o tempo separa, e que até mesmo alguns telefonemas esporádicos não ressuscitam o vigor de outrora. Pessoas que tenhamos tido qualquer desentendimento, e que preferimos deixar à margem de nosso circulo vital. Também estão mortos de nosso convívio, assim como as pessoas que ignoramos, esnobamos, enfim. Morremos todos os dias de diferentes formas, morremos para uns como amigos, como empregados, como colegas, como vizinhos e todas outras formas de convívio. Espero que ninguém tenha se espelhado nestas palavras mau riscadas, ou que tenham tomado como abuso de um defunto esquecido. Só não venham me culpar se alguém neste dia acabe depositando flores na porta da sua casa. Hoje em dia, são poucos os que respeitam os mortos.

por Júnior Tonello



Escrito por Sisífo jornaleiro às 11h30
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MITOLOGIA NUMA HORA DESSAS !!!

 

Para bom leitor, nem toda palavra basta, assim espero. Procuro satisfazer a curiosidade de uns e afagar a argúcia de outros. Não é novidade de hoje a comparação do ‘ser jornalista’ ao mito Sísifo. Este era rei de Corinto, conhecido pela sua inteligência, sagacidade e senso de oportunidade. Certa vez Zeus, sob forma de águia raptou a ninfa Egina, filha do rio Asopo. Sísifo, malandro que era viu o ocorrido, e esperou até que um dia o rio passou pelo seu território. Em troca da informação de quem havia raptado sua filha ele teria uma fonte de água cristalina, proporcionada por Asopo, sim o rio. Nem preciso dizer quem é Zeus, logo que soube tratou de cuidar do castigo para o xereta. Imaginem que o jornalista em questão, Sísifo, deu um furo e pegou Zeus na intimidade com sua amada, o que deveria ser um segredo, tornou-se público. Tánatos (a morte) é enviada por Zeus para conduzir Sísifo até o reino dos mortos, mas não é que o malandro ludibria o carrasco e deixa preso em seu lugar o próprio Tánatos. Enquanto este ficou no cárcere, ninguém morreu na terra, o que causou a ira de Plutão, deus dos infernos. Não sei se foi por celular ou por e-mail, mas Plutão intimou Zeus a resolver o quanto antes, pois o inferno necessitava de mais gente. Zeus, com a orelha quente ainda, intima Sísifo a soltar Tánatos e de castigo ir direto ao encontro de Plutão, onde permaneceria por toda eternidade fedendo a enxofre. De mala pronta Sísifo deixa um recado a sua esposa, para que seu corpo não fosse enterrado, o que veio a ser cumprido. Já estando na companhia de Plutão, no quinto dos infernos, Sísifo insiste que tem de voltar a terra porque senão não iriam enterrar seu corpo. Acreditando que este iria subir proporcionar o próprio enterro, Plutão deixou a figura reencarnar. Nem preciso dizer que Sísifo passou longe, se enterrou sim foi dos olhos de Plutão que enviava de tempos em tempos seus emissários em busca do fujão. Somente quando estava fraco e velho foi que encontraram Sísifo. Plutão com medo de ser enganado novamente resolve lhe impor o famoso castigo: rolar uma imensa pedra até o topo de um monte. Quando este foi atingido, escapa a pedra que rola abaixo, tendo que o trabalho ser novamente feito. Assim deveria ser sua estadia no inferno, todos os dias rolar a pedra constantemente.

Sísifo ficou muito famoso, pois quando aprisionara a morte, nenhuma guerra fora travada na terra, as coisas estava bem por aqui. Mas seu erro foi delatar logo quem não devia, e em troca de favores a seu reino. Uma pessoa inteligente, sagaz e que se torna ambiciosa, prepotente e arrogante. Seu castigo, merecido, nos leva a crer que assim levamos nossas vidas. Todos os dias, trocamos a pesada pedra pelos nossos próprios fardos, sabendo da iminência da morte que nos vem de encontro inexoravelmente. Mesmo assim este trabalho contínuo nos dá esperança.

Por mais inteligente que fosse, Sísifo subestimou os poderes supremos, retratados na mitologia na forma de Zeus e seus comandados. Transporto ao meio da comunicação e da informação, pois é nele que me encontro. Nos encontramos no papel de Sísifo, diariamente fadados a exercer nosso papel e cientes de nossa capacidade e inteligência. Já que temos que rolar esta pedra, façamos de uma forma peculiar, de uma forma criativa. Quem sabe a tal imortalidade, idealizada na mítica história, esteja apenas esperando uma oportunidade para sagrar-se. Conhecemos várias histórias de pessoas que se imortalizaram rolando a mesma pedra que temos em mãos. Bom trabalho se você me entendeu, busque mais informações sobre mitologia na física quântica que é batata.

por Júnior Tonello



Escrito por Sisífo jornaleiro às 14h29
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VEJA & POLÍCIA FEDERAL

 

A Polícia Federal abriu investigação para apurar denúncia contida em reportagem publicada pela Veja ("Um enigma chamado Freud", nº 1978, de 18/10/2006), sobre uma tentativa da cúpula da PF de abafar o caso conhecido como Dossiê Vedoin – coleção de documentos que seriam comprados por militantes petistas e usados para prejudicar a candidatura tucana ao governo de São Paulo. A matéria da revista informava que Freud Godoy, ex-assessor especial da Presidência da República, mantivera um encontro sigiloso em São Paulo, nas dependências da Polícia Federal, com o ex-policial federal Gedimar Passos, preso com o pacotaço de 1,7 milhão de reais. Os jornalistas Júlia Duailibi, Camila Pereira e Marcelo Carneiro foram intimados pela PF para prestar declarações, na terça-feira (31/10), sobre o texto publicado pela revista.

Na mesma terça-feira, o site Veja Online publicou uma nota em que acusa a PF de ameaçar e constranger os jornalistas durante o depoimento. "Para surpresa dos repórteres sua inquirição se deu não na qualidade de testemunhas, mas de suspeitos", diz a nota. Leia abaixo a íntegra do texto e, na seqüência, a nota da Polícia Federal de defesa dos procedimentos que adotou. (Luiz Egypto)

Fonte: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=405CID003

 Todos sabemos que neste caso a imprensa foi a última a chegar, neste jogo político quem fez realmente seu trabalho, os jornalistas, é que são acusados. Ninguem sabe de onde vem o dinheiro? O papel que cabe aos bons jornalistas está exatamente em correr atrás e, juntamente com as autoridades, descobrir e informar o que é relevante as pessoas. Nestas últimas semanas ficou claro que a nossa democracia está sob uma densa nuvem negra, pode ser corrupção? Outros interesses? Qual jornalista irão intimar na próxima semana? Pensem nisso....



Escrito por Sisífo jornaleiro às 10h21
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DIA DAS BRUXAS

O “dia das bruxas” é uma celebração anual ocidental baseada em doutrinas pagãs célticas e européias em geral, tradicionalmente comemorada em 31 de Outubro. Ela é derivada de rituais envolvendo o espírito dos mortos e o culto ao demônio e simboliza o início do antigo ano novo dos druidas, que afirmavam que os mortos revistavam seus lares nessa época. Em essência, o dia das bruxas representa o ano novo dos adoradores do diabo. A comemoração desse dia pelos muçulmanos é assim pecaminosa e haram, pois envolve os piores elementos do politeísmo e descrença. Na verdade, a participação no dia das bruxas é pior que participar do Natal, Páscoa ou Sexta-feira Santa, porque tais datas ao menos comemoram o nascimento e suposta morte de um profeta, enquanto o dia das bruxas é uma comemoração dos adoradores de Satã. Assim, participar dessa festa é pior que se congratular com os cristãos na sua prostração diante da cruz. Para um correto entendimento da moderna celebração americana de 31 de Outubro, nós devemos observar as três antigas celebrações que foram reunidas no atual dia das bruxas.

(fonte: http://www.ziad.hpg.ig.com.br/fatwa7.htm)

Já no Wikipédia...

A origem do "halloween" remonta às tradições dos povos que habitaram a atual ilha da Irlanda, Gália e as ilhas britânicas entre os anos 600 a.C. e 800|800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Doces ou Surpresas", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de Outubro e 2 de Novembro e marcava o fim do verão ("samhain" significa literalmente "fim do verão" na língua celta). O fim do verão era considerado como ano novo para os celtas. Era pois uma data sagrada uma vez que, durante este período, os celtas consideravam que o "véu" entre o mundo material e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) ficava mais ténue. O Samhain era comemorado por volta do dia 1 de Novembro, com alegria e homenagens aos que já partiram e aos deuses. Para os celtas, os deuses também eram seus ancestrais, os primeiros de toda árvore genealógica.

Em final de contas, nos dias de hoje tudo é motivo de comemoração e principalmente de consumo...até nós brasileiros estamos aderindo a este costume. Feliz dia das bruxas !!!



Escrito por Sisífo jornaleiro às 14h42
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FALANDO EM JUSTIÇA...

Ele continua lutando contra o atual governo americano, simbolo de uma geração e ídolo de várias outras que surgiram no vasto universo musical americano, Neil Young agora também se utiliza da internet para angariar simpatizantes para com sua luta contra Bush.

Até mesmo em seus ingressos para shows podemos ver a atitude e o movimente a favor de uma nova política, chega de sangue e de guerras tolas. abaixo o link para o site mais político da música...

http://www.neilyoung.com/lwwtoday/index.html

Até mesmo antigas gravações servem como trilha sonora para pequenos videos contra, adivinhem quem????

http://www.youtube.com/watch?v=JXgAbrhAI7I

Classificação:

VAMPIRE BUSH



Categoria: Link
Escrito por Sisífo jornaleiro às 12h15
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AXIS OF JUSTICE

Tom Morello, famoso guitarrista do Audioslave e Serj Tankian do System of a Down encabeçam esta Organização sem fins lucrativos chamada de Axis of Justice (tipo,Central da Justiça). A idéia central seria a de unir os músicos, os fãns da música e organizações políticas para esta luta social.Que a música seja a responsável por esta ponte de ligação de justiça e igualdade a todos.

link para o site dos caras:

http://www.axisofjustice.org/

Não bastasse a idéia super bacana de cunho social, os caras ainda reúnem grandes músicos em suas promoções.

http://www.youtube.com/watch?v=D0Hpuy3EaCk

Classificação:

LINK PARA CHIMES OF FREEDOM - Flea do Red Hot Chilli Peppers no baixo...entre outros convidados



Categoria: Link
Escrito por Sisífo jornaleiro às 11h41
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